Memo investor-grade

Ventos de São Vicente 11

EOL.CV.PI.033141-4.1

CAPEX APOLO
R$ 35,3 mi
Pdisp break-even @ 13% IRR
R$ 402 mil/MW.ano
Geração
claude-sonnet-4-6· $0.1444
08/05/2026 · v1.0.0-track-g-mvp

APOLO Atlas — Memo de Investimento: Ventos de São Vicente 11

CEG: EOL.CV.PI.033141-4.1 | UF: Piauí | Tipo: Eólica | Potência: 29,4 MW Barramento host: PI_CURRAL_NOVO_DO_PIAUI_II_500KV | Rank Atlas: #5 | Data: 2026-05-08 Classificação: RESTRITO — Comitê de Investimento APOLO


Sumário Executivo

Ventos de São Vicente 11 (29,4 MW EOL, PI) ocupa o rank #5 Atlas com score 8,2/10, sustentado por curtailment de 31,31%, beta baixo (0,9×) e distância de 4,25 km ao barramento Top-30 APOLO #9, configurando oportunidade prime para BESS de 14,7 MW em regime de arrendamento da subestação hospedeira. A recomendação default é arrendamento puro (lease), com CAPEX APOLO de R$ 35,3 M, close estimado em M+8 e Pdisp break-even de R$ 401,6 mil/MW.ano a 13% TIR real. O risco-chave é a indefinição regulatória do MUST compartilhado multi-CNPJ (G4 — decisão ANEEL hard até 31/12/2026), que pode forçar migração para estrutura JV como fallback.


Score & Componentes

Score total Atlas: 8,2 / 10

| Componente | Raw | Peso | Normalizado | Contribuição | |---|---|---|---|---| | Curtailment | 31,31% | 0,25 | 1,00 | 0,250 | | Beta (β) | 0,9× | 0,20 | 1,00 | 0,200 | | Regime Contratual (CCEAR-Q) | CCEAR-Q | 0,15 | 0,70 | 0,105 | | SE / Infra | n.d. | 0,15 | 0,50 | 0,075 | | Top-30 Proximidade | 4,25 km | 0,10 | 1,00 | 0,100 | | TUSD-G | R$ 17,4/MWh | 0,10 | 0,90 | 0,090 | | Owner Distress | n.d. | 0,05 | 0,00 | 0,000 | | Total | | 1,00 | | 0,820 → 8,2/10 |

Destaques analíticos:

  • Curtailment 31,31% (ONS oneline) — normalizado em 1,0; posiciona o barramento entre os de maior prioridade de despacho BESS no portfólio Atlas. Curtailment elevado valida a janela de arbitragem LRCAP via Pdisp.
  • Beta 0,9× — abaixo de 1,0, indicativo de geração firme relativa ao SIN; favorável ao dimensionamento do BESS como produto de firmeza/lastro.
  • SE_infra = null — dado ausente; normalizado em 0,5 por conservadorismo. Requer parecer RIES ONS para confirmar folga de MUST ≥ 50 MW na LT a montante.
  • Owner Distress = null — proprietário sem scoring de distress; normalizado em 0,0 conforme protocolo Atlas. Não sinaliza urgência de venda, alinhado ao perfil PIE independente.

Owner & Estrutura Recomendada

Proprietário registrado: VENTOS DE SANTA ALBERTINA ENERGIAS RENOVAVEIS S/A (100%, PIE) Parent group resolvido: Não identificado (confiança: baixa) Tier estimado: 3 — Independente local / SPE

O padrão nominativo "Ventos de Santa Albertina" indica SPE típica de portfólio eólico piauiense com potencial vínculo a desenvolvedor regional não-mapeado pelo resolver M10. A ausência de parent_group impede classificação Tier 1 ou Tier 2; o tratamento default é SPE autônoma até diligência confirmatória. Perfil motivacional presumido: desenvolvedor/operador focado em receita de leilão (CCEAR-Q), sem pressão de desinvestimento evidente — o que favorece a estrutura de arrendamento em detrimento de aquisição.

Estrutura recomendada: Arrendamento puro (lease) da SE e pátio

Justificativa: (i) BESS opera como produto autônomo LRCAP sem necessidade de participação acionária no host; (ii) aluguel-piso fixo remunera o gerador sem diluição do CCEAR-Q; (iii) complexidade transacional e timeline são os menores entre os três cenários; (iv) o score 8,2 suporta negociação direta sem prêmio de controle.


Tese de Investimento

| Estrutura | Fit% | CAPEX APOLO/MW | Close (M+) | Recomendado | |---|---|---|---|---| | Arrendamento puro (lease SE) | 85% | R$ 2.400 mil/MW | M+8 | Sim | | Joint Venture (SPE conjunta) | 58% | R$ 1.224 mil/MW | M+14 | Não | | Aquisição pós-COD | 42% | R$ 3.000 mil/MW | M+24 | Não |

Cenário recomendado — Arrendamento puro: APOLO aportará 100% do CAPEX do BESS (14,7 MW / estimado 73,5 MWh a razão 1:5), instalado na subestação do host mediante contrato de arrendamento de área e uso compartilhado do MUST. O BESS operará exclusivamente sob o produto LRCAP, gerando Receita Fixa (RF) indexada por disponibilidade (Pdisp), sem dependência da geração eólica subjacente. O gerador recebe canon de arrendamento fixo e mantém integridade do CCEAR-Q. O precedente Sol de Brotas 7 (Statkraft, BA, abr/2026) valida o modelo regulatório perante ANEEL. Risco residual central é a decisão ANEEL sobre MUST compartilhado multi-CNPJ (G4), que, se desfavorável, redirecionará a estrutura para JV sem comprometer a tese de valor do ativo.


Financeiro Preliminar

  • BESS dimensionado: 14,7 MW (50% de 29,4 MW planta) | razão energia: 1:5 → ~73,5 MWh estimado
  • CAPEX APOLO total: R$ 35,28 M (R$ 2.400 mil/MW × 14,7 MW)
  • OPEX projetado: R$ 60 mil/MW.ano → R$ 882 mil/ano total
  • WACC real assumido: 13% a.a. | Vida útil: 20 anos | Fator de anuidade: 0,1424
  • Pdisp break-even @ 13% TIR real: R$ 401,6 mil/MW.ano (R$ 5.901 mil/ano total)

Comparação regulatória — Sol de Brotas 7: Statkraft / Bahia / 1 MW BESS / 5 MWh / COD abr/2026. Primeiro BESS co-localizado com renovável aprovado pela ANEEL no Brasil. Constitui o âncora regulatório do produto LRCAP e o precedente de precificação de Pdisp para calibração do bid-engine (M16). A escala de Ventos de São Vicente 11 (14,7 MW) é ~15× maior, o que implica potencial dilução de CAPEX/MW por efeito de escala — refinamento a ser capturado na Phase 3.

Caveat: Todos os números financeiros são Phase 2 (estimativas Atlas). Refinamento obrigatório via capex-engine (M15) e bid-engine (M16) em Phase 3 antes de aprovação final do Comitê.


Gates Regulatórios

| Gate | Descrição | Status | Nota Operacional | |---|---|---|---| | G1 | MUST disponível na LT a montante (≥ 50 MW) | Amarelo | Score ≥ 7 é indício de folga; requer parecer RIES ONS pré-investimento para confirmar headroom. SE_infra null agrava incerteza. | | G2 | CCEAR/PPA permite uso adicional da SE | Desconhecido | Requer parecer Mattos Filho/Cescon/Demarest sobre cláusulas de exclusividade e uso de área. | | G3 | BNDES Project Finance — termo de não-objeção | Desconhecido | Aplicável se host possui dívida BNDES vigente; checagem D+30 via base pública BNDES. | | G4 | ANEEL: MUST compartilhado / multi-CNPJ permitido | Amarelo | Portaria MME 878/2025 sinaliza positivo; decisão ANEEL hard até 31/12/2026. Risco de janela de incerteza até o close. | | G5 | Tributação clara (PIS/COFINS + ICMS estadual PI) | Desconhecido | Consulta Sefaz-PI e RFB — regimes de Piauí podem diferir de estados com isenção ICMS energias renováveis. | | G6 | TIR ≥ 13% real com Receita Fixa LRCAP | Desconhecido | Pdisp break-even de R$ 401,6 mil/MW.ano é pré-bid. Validação via M15 + M16 em Phase 3. | | G7 | Plano B: LT alternativa mapeada (fallback Atlas) | Desconhecido | Term sheet deve incluir long-stop date + cláusula de fallback para barramento alternativo no Atlas Top-30. |


Riscos

1. Regulatório — G4 (MUST multi-CNPJ): A ANEEL pode formalizar exigência de CNPJ único para titularidade de MUST compartilhado, invalidando a estrutura de arrendamento puro. Mitigação: escalonamento para JV mapeado (fit 58%) e acompanhamento do processo ANEEL com milestone decisório em 31/12/2026. Probabilidade: média. Impacto: alto (requer reestruturação contratual completa).

2. Deal — Parent group não resolvido / change-of-control: A ausência de parent_group identificado impede análise de cláusulas de mudança de controle no CCEAR-Q. Se o host for adquirido por terceiro após assinatura do term sheet e antes do COD do BESS, as cláusulas de arrendamento podem ser contestadas. Mitigação: due diligence societária completa (Mattos Filho) + inserção de cláusula de sucessão obrigatória no contrato de arrendamento.

3. Execução — SE_infra null / folga de MUST não confirmada: Dado de infraestrutura da subestação ausente no dataset Atlas. Se o headroom de MUST for inferior a 14,7 MW, o BESS precisará ser redimensionado ou relocado, comprimindo retorno. Mitigação: parecer RIES ONS como gate G1 mandatório antes de qualquer comprometimento de CAPEX.


Próximas Ações

| # | Ação | Owner Sugerido | Prazo | |---|---|---|---| | 1 | Solicitação de parecer RIES ONS sobre headroom de MUST no barramento PI_CURRAL_NOVO_DO_PIAUI_II_500KV (gate G1) | RIES ONS / Equipe Regulatória APOLO | D+15 | | 2 | Due diligence societária: identificação do parent group de VENTOS DE SANTA ALBERTINA, análise de cláusulas de change-of-control no CCEAR-Q e exclusividade de SE | Mattos Filho / Cescon Bravo | D+30 | | 3 | Checagem de dívida BNDES do host via base pública; se positivo, iniciar processo de termo de não-objeção (gate G3) | BNDES Project Finance / Jurídico APOLO | D+30 | | 4 | Consulta Sefaz-PI e RFB sobre regime tributário PIS/COFINS e ICMS para BESS co-localizado em Piauí (gate G5) | Tributarista Cescon Bravo / APOLO Fiscal | D+45 | | 5 | Acionar capex-engine (M15) e bid-engine (M16) para refinamento do Pdisp e validação da TIR real ≥ 13% (gates G6 e G7) — Phase 3 | Equipe Quantitativa APOLO | D+60 |


Memo gerado pelo sistema APOLO Atlas (M20 memo-generator, Phase 2). Dados sujeitos a refinamento em Phase 3 via M15/M16. Versão da tese: 1.0.0-track-g-mvp.