Memo investor-grade

Brígida

UFV.RS.PE.034169-0.1

CAPEX APOLO
R$ 37,8 mi
Pdisp break-even @ 13% IRR
R$ 402 mil/MW.ano
Geração
claude-sonnet-4-6· $0.1916
08/05/2026 · v1.0.0-track-g-mvp

APOLO Atlas — Memo de Investimento: Brígida

Sumário Executivo

A UFV Brígida (CEG UFV.RS.PE.034169-0.1, 31,5 MW, Pernambuco, Grupo Solatio) ocupa a 3ª posição no ranking Atlas com score 8,3/10, ancorado em curtailment zero confirmado em 78,25% de folga na LT (método ONS oneline) e regime CCEAR-Curva que viabiliza arbitragem pura de spread horário pelo BESS sem competir com a receita do gerador. A recomendação default é arrendamento puro da SE/MUST (lease 100% APOLO), com BESS de 15,75 MW, CAPEX total de R$ 37,8 M e Pdisp break-even de R$ 401,6 mil/MW.ano a 13% IRR real. O risco-chave é a pendência regulatória ANEEL sobre MUST compartilhado multi-CNPJ (Gate G4), com decisão hard esperada até 31/12/2026.


Score & Componentes

Score Total Atlas: 8,3 / 10

| Componente | Peso | Raw | Normalizado | Contribuição | |---|---|---|---|---| | Curtailment (ONS oneline) | 0,25 | 78,25% | 1,00 | 2,50 | | Beta (β multiplier) | 0,20 | 0,90 | 1,00 | 2,00 | | Regime Contratual (CCEAR-Curva) | 0,15 | ccear_curva | 1,00 | 1,50 | | SE / Infra (dado indisponível) | 0,15 | n.d. | 0,50 | 0,75 | | Proximidade Top-30 APOLO | 0,10 | 13,79 km | 1,00 | 1,00 | | TUSD-G | 0,10 | R$ 15,6/MWh | 0,60 | 0,60 | | Owner Distress | 0,05 | n.d. | 0,00 | 0,00 | | Total | 1,00 | | | 8,35 |

Score publicado pelo Atlas: 8,3 (arredondamento interno). Curtailment e beta dominam conjuntamente 4,5 dos 8,3 pontos. SE_infra penaliza em −0,375 por ausência de dado; resolução via RIES ONS (D+30) pode elevar o score.


Owner & Estrutura Recomendada

SPE: BRIGIDA SOLAR SPE S.A. — PIE, 100% Grupo econômico resolvido: Solatio — confiança high Tier: 2 — IPP solar nacional de médio-grande porte; portfólio utility-scale relevante no Nordeste Perfil de motivação: Desenvolvedor solar orientado a crescimento de portfólio; sem sinal de distress financeiro nos dados disponíveis (owner_distress_score nulo — dado não confirmado, normalizado para 0,0 por default). Perfil típico de gerador receptivo a arrendamento que não dilui sua posição acionária.

Estrutura recomendada: Arrendamento puro da SE/MUST (lease, APOLO 100%) Justificativa: Ausência de distress elimina a necessidade de instrumento dilutivo (JV) ou premium de de-risking (aquisição pós-COD). O lease é a abordagem de menor atrito para um grupo Tier-2 sem pressão de caixa — não requer aprovação CADE, não exige negociação de drag/tag-along e fecha em ~8 meses versus 14 (JV) ou 24 (aquisição). Compatibilidade estrutural com CCEAR-Curva é máxima: o BESS APOLO captura arbitragem via deslocamento horário enquanto o host mantém intacta sua receita fixa de leilão A-4.


Tese de Investimento

| Estrutura | Fit % | CAPEX APOLO/MW | Close (meses) | Recomendado | |---|---|---|---|---| | Arrendamento da SE (lease) | 100% | R$ 2,40 M/MW | 8 | Sim | | Joint Venture — SPE conjunta | 58% | R$ 1,22 M/MW ¹ | 14 | Não | | Aquisição BESS-only pós-COD | 42% | R$ 3,00 M/MW | 24 | Não |

¹ CAPEX APOLO na JV = 51% × R$ 2,4 M/MW; host arca com 49%.

Cenário recomendado — Arrendamento puro: O BESS de 15,75 MW opera co-localizado no barramento PE_BOM_NOME_500KV (posição #16 no Top-30 APOLO, distância: 13,79 km), arbitrando spread horário de preço spot sem interferência na receita CCEAR da Brígida. A folga de MUST de 78,25% via ONS oneline oferece headroom muito superior ao threshold operacional de 50 MW exigido pelo APOLO para viabilidade de co-conexão. O β de 0,90 indica que o perfil de geração da UFV amplifica marginalmente a volatilidade spot — comportamento favorável à estratégia de despacho do BESS, que se beneficia de spreads mais pronunciados. O regime CCEAR-Curva é o mais compatível com arbitragem pura: diferentemente de PPAs fixos ou ACL, o gerador não tem incentivo econômico para bloquear o despacho do BESS. A JV fica reservada como fallback caso a ANEEL formalize exigência de CNPJ único para MUST compartilhado (G4 adverso).


Financeiro Preliminar

  • BESS dimensionado: 15,75 MW (50% de 31,5 MW plant_mw)
  • CAPEX APOLO total: R$ 37,8 M (@ R$ 2,4 M/MW, estrutura lease, participação 100% APOLO)
  • Pdisp break-even @ 13% IRR real: R$ 401,6 mil/MW.ano
    • Annuity factor assumido: 0,1424/ano (vida útil 20 anos, WACC real 13%)
    • OPEX assumido: R$ 60,0 mil/MW.ano
  • Âncora regulatória — Sol de Brotas 7: Statkraft, 1 MW BESS / 5 MWh, BA, aprovado ANEEL abr/2026 — primeiro BESS co-localizado em renovável no Brasil; precedente direto que destrava o modelo LRCAP para arrendamento de MUST.
  • Caveat Phase 3: Estimativas de Phase 2 (preliminar). Capex-engine M15 e bid-engine M16 refinarão CAPEX site-específico e Pdisp de mercado na Phase 3; recomendação definitiva ao Comitê condicionada a esses outputs.

Gates Regulatórios

| Gate | Descrição | Status | Nota Operacional | |---|---|---|---| | G1 | MUST disponível na LT a montante (≥ 50 MW) | Amarelo | Score ≥ 7 indica folga no barramento, mas headroom real requer parecer RIES ONS pré-investimento. SE_infra com dado nulo agrava incerteza. | | G2 | CCEAR/PPA permite uso adicional da SE | Desconhecido | Requer parecer Mattos Filho / Cescon / Demarest sobre cláusulas de exclusividade e uso compartilhado de infraestrutura. | | G3 | BNDES Project Finance — termo de não-objeção | Desconhecido | Aplicável se Brígida Solar SPE possui dívida BNDES ativa; prazo default D+90 para obtenção do termo. Confirmar na due diligence. | | G4 | ANEEL: MUST compartilhado / multi-CNPJ permitido | Amarelo | Sinalização positiva via Portaria MME 878/2025; decisão ANEEL hard prevista até 31/12/2026. Incerteza residual é o principal risco regulatório do deal. | | G5 | Tributação clara (PIS/COFINS + ICMS estadual) | Desconhecido | Consulta Sefaz-PE e RFB necessária; tratamento de ICMS sobre arrendamento de MUST em PE ainda não consolidado. | | G6 | TIR ≥ 13% real com Receita Fixa LRCAP | Desconhecido | Break-even de R$ 401,6 mil/MW.ano (Phase 2). Validação definitiva condicionada a capex-engine M15 + bid-engine M16 (Phase 3). | | G7 | Plano B — LT alternativa mapeada | Desconhecido | Term sheet deve incluir long-stop date e fallback Atlas para barramento alternativo caso host Solatio desista ou altere estrutura societária. |


Riscos

  1. Regulatório — G4 (ANEEL MUST multi-CNPJ): Uma resolução adversa da ANEEL pode inviabilizar o lease puro e forçar reestruturação para JV com CNPJ único na concessão, elevando o prazo de close em ~6 meses, exigindo skin-in-the-game da Solatio e introduzindo complexidade de governança (drag/tag-along) não prevista no cenário-base.

  2. Deal — Change-of-control do host pré-close: Solatio é um IPP Tier-2 com portfólio atrativo para potenciais adquirentes estratégicos. Uma transação societária envolvendo o grupo antes do fechamento do arrendamento pode acionar cláusulas de change-of-control no CCEAR da Brígida, impondo renegociação dos termos ou rescisão do acordo de arrendamento, com impacto direto no timeline do deal.

  3. Execução — SE_infra com dado nulo (G1 amarelo): O componente SE_infra foi normalizado para 0,50 por ausência de dado confirmado. Caso o RIES ONS identifique headroom efetivo inferior a 50 MW no barramento PE_BOM_NOME_500KV, o BESS de 15,75 MW pode requerer upgrade de infraestrutura não precificado, elevando o CAPEX acima de R$ 2,4 M/MW e comprimindo o IRR abaixo do threshold de 13% real.


Próximas Ações

  1. Abordagem comercial Solatio | Owner: BD APOLO | D+20 Iniciar contato não-vinculante com a Solatio para sondar receptividade ao modelo lease; apresentar precedente Sol de Brotas 7 (Statkraft / ANEEL abr/2026) e estrutura LRCAP. Objetivo: qualificar interesse antes de incorrer em custos de due diligence.

  2. Estudo RIES ONS — Confirmação de MUST (G1) | Owner: Equipe Técnica APOLO + consultor ONS credenciado | D+30 Solicitar estudo RIES para barramento PE_BOM_NOME_500KV; confirmar headroom ≥ 50 MW e viabilidade de co-conexão do BESS de 15,75 MW. Resultado verde em G1 permite travar premissas financeiras da Phase 3.

  3. Due diligence contratual — CCEAR e BNDES (G2 + G3) | Owner: Mattos Filho / Cescon Bravo | D+45 Revisar contrato CCEAR da Brígida Solar SPE para cláusulas de exclusividade de uso da SE; verificar existência de dívida BNDES ativa e obter termo de não-objeção se aplicável. Emitir parecer de viabilidade jurídica do arrendamento.

  4. Consulta tributária Sefaz-PE + RFB (G5) | Owner: Jurídico APOLO + assessor tributário | D+45 Mapear tratamento ICMS e PIS/COFINS sobre receita de arrendamento de MUST em Pernambuco; avaliar impacto no Pdisp break-even e confirmar se R$ 401,6 mil/MW.ano continua viável após carga tributária.

  5. Phase 3 — Refinamento financeiro (G6) | Owner: Equipe Quantitativa APOLO | D+60 Alimentar capex-engine M15 com dados site-específicos da Brígida e rodar bid-engine M16 para Pdisp de mercado; validar TIR versus break-even preliminar de R$ 401,6 mil/MW.ano e submeter modelo revisado ao Comitê de Investimento APOLO para aprovação de avanço à Phase 3.